terça-feira, 17 de setembro de 2013
O Poder da Validação
Todo mundo é
inseguro, sem exceção. Os superconfiantes simplesmente disfarçam melhor. Não
escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de
ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação,
mesmo que a peça já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira
risada, da primeira reação do público, é que o ator relaxa e parte tranquilo
para o resto do espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a
cada artigo que escrevo e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que
chegam.
Insegurança é o
problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado
se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos
mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir essa
insegurança?
Alguns acreditam que
estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo
engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos
outros. Está totalmente fora de nosso controle. Por isso segurança nunca é
conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.
Segurança depende de
um processo que chamo de "validação", embora para os estatísticos o
significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um
dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos.
Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real,
verdadeira, que ela tem valor.
Todos nós precisamos
ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é
bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento,
tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode
autovalidar-se, por definição.
Você sempre será um
ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa
confirmá-lo, como dizer: "Você tem significado para mim". Validar é o
que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: "Gosto de você pelo que
você é". Quem cunhou a frase "Por trás de um grande homem existe uma
grande mulher" (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de
validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.
Um simples olhar, um
sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo.
Estamos tão preocupados com a própria insegurança que não temos tempo para sair
validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o
"máximo" que esquecemos de dizer a nossos amigos, filhos e cônjuges
que o "máximo" são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos,
esquecemos de validar aqueles que admiramos.
Por falta de
validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por
falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se ou dominar os
outros em busca de poder.
Validação permite que
pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que
fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si
mesmas e crescerão para ser o que queremos.
Se quisermos tornar o
mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova
competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns
na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um
"valeu, cara, valeu".
Você já validou alguém hoje?
Então comece já, por mais inseguro que você esteja.
domingo, 11 de agosto de 2013
11/08/2013
8h e meu telefone toca, acordo pra ver quem é.
- Enmily pode vir dar uma força pra gente aqui...
E eu:
-claro já vou.
Então eu fui trabalhar, fazer um extra é sempre bom, afinal, já que não trabalho aos domingos não vejo mal algum dar uma força no meu antigo emprego.
como hoje foi dia dos pais eu dei ao meu pai (embora pense que talvez ele não mereça), uma camisa linda, foi o que eu achei, mas acho que ele gostou também pois pela sua expressão percebi que ele gostou muito.
À noite fui a igreja, o culto estava muito bom, eu realmente gosto de ir a igreja, embora me sinta meio afastada de Deus.
Ainda me sinto um pouco triste por causa da minha situação, com o cara que eu estou começando a gostar, eu queria conversar com ele, contar como me sinto em relação ao que ele me disse, e dizer que minha reação, na verdade, é por que acho que vai ser positivo passarmos esse mês afastados, já que fiquei muitos dias na casa dele, e acabei de voltar, então acho melhor ficar aqui em São José mesmo, levando em consideração, que ele não mora sozinho, tem a mãe dele, e ficar muito tempo na casa de alguém, por mais que você seja bem recebido, e que a dona da casa a faça se sentir bem, chega um momento que você acaba invadindo a privacidade da pessoa, afinal o lar é um lugar pra ficarmos a vontade, e acredito que tenha causado uma sensação de desconforto na família dele, embora não fosse minha intenção.
Espero poder dizer tudo isso a ele. Espero que ele me compreenda.
pois gosto muito dele....
com amor Enmily
meu dilema
Certos graus de amor só são perceptíveis a partir da impossibilidade de se exercerem ou da ameaça de não poderem jamais vir à tona.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
VOU LHES DAR UM POEMA
Em uma folha de papel amarelo com linhas verdes
ele escreveu um poema
E o intitulou "Chops"
porque era o nome de seu cão
E era o que estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e uma estrela dourada
E sua mãe o abraçou à porta da cozinha
e leu o poema para as tias
Era o ano em que o padre Tracy
levava todas as crianças ao zoológico
E ele deixou que cantassem no ônibus
E sua irmãzinha tinha nascido
com unhas minúsculas e nenhum cabelo
E sua mãe e seu pai se beijavam tanto
E a garota da esquina mandou para ele
um cartão de Dia dos Namorados assinado com vários X
e ele teve de perguntar ao pai o que significava X
E seu pai deixou que ele dormisse na sua cama à noite
E era sempre lá que ele dormia
Em uma folha de papel com linhas azuis
ele escreveu um poema
E o intitulou "Outono"
porque era o nome da estação
E era o que estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e o pediu para escrever com mais clareza
E sua mãe não o abraçou à porta da cozinha
por causa da pintura nova
E as crianças disseram a ele
que o padre Tracy fumava cigarros
E largava as guimbas no banco da igreja
E às vezes elas faziam buracos
Que era o ano de sua irmã usar óculos
com lentes grossas e armação preta
E a garota da esquina riu
quando ele pediu para ver Papai Noel
E os garotos perguntaram por que
a mãe e o pai se beijavam tanto
E seu pai não o cobria mais na cama à noite
E seu pai ficou furioso
quando ele chorou por isso.
Em um pedaço de papel de seu caderno
ele escreveu um poema
E o intitulou "Inocência: Uma Questão"
porque a questão era sobre uma garota
E isso estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e um olhar muito estranho
E sua mãe não o abraçou à porta da cozinha
porque ele nunca o mostrou a ela
Foi o primeiro ano depois da morte do padre Tracy
E ele esqueceu como terminava
o Creio em Deus Pai
E ele pegou a irmã
se agarrando na varanda dos fundos
E sua mãe e seu pai nunca se beijavam
nem mesmo conversavam
E a garota da esquina
usava maquiagem demais
O que fez ele tossir quando a beijou
mas ele a beijou mesmo assim
porque era a coisa certa a fazer
E às três da manhã ele se aninhou na cama
seu pai roncava alto
É por isso que no verso de uma folha de papel pardo
ele tentou outro poema
E o intitulou "Absolutamente Nada"
Porque era o que estava em toda parte
E ele se deu um A
e um corte em cada maldito pulso
E se encostou na porta do banheiro
porque nessa hora ele não pensou
que poderia alcançar a cozinha.
ele escreveu um poema
E o intitulou "Chops"
porque era o nome de seu cão
E era o que estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e uma estrela dourada
E sua mãe o abraçou à porta da cozinha
e leu o poema para as tias
Era o ano em que o padre Tracy
levava todas as crianças ao zoológico
E ele deixou que cantassem no ônibus
E sua irmãzinha tinha nascido
com unhas minúsculas e nenhum cabelo
E sua mãe e seu pai se beijavam tanto
E a garota da esquina mandou para ele
um cartão de Dia dos Namorados assinado com vários X
e ele teve de perguntar ao pai o que significava X
E seu pai deixou que ele dormisse na sua cama à noite
E era sempre lá que ele dormia
Em uma folha de papel com linhas azuis
ele escreveu um poema
E o intitulou "Outono"
porque era o nome da estação
E era o que estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e o pediu para escrever com mais clareza
E sua mãe não o abraçou à porta da cozinha
por causa da pintura nova
E as crianças disseram a ele
que o padre Tracy fumava cigarros
E largava as guimbas no banco da igreja
E às vezes elas faziam buracos
Que era o ano de sua irmã usar óculos
com lentes grossas e armação preta
E a garota da esquina riu
quando ele pediu para ver Papai Noel
E os garotos perguntaram por que
a mãe e o pai se beijavam tanto
E seu pai não o cobria mais na cama à noite
E seu pai ficou furioso
quando ele chorou por isso.
Em um pedaço de papel de seu caderno
ele escreveu um poema
E o intitulou "Inocência: Uma Questão"
porque a questão era sobre uma garota
E isso estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e um olhar muito estranho
E sua mãe não o abraçou à porta da cozinha
porque ele nunca o mostrou a ela
Foi o primeiro ano depois da morte do padre Tracy
E ele esqueceu como terminava
o Creio em Deus Pai
E ele pegou a irmã
se agarrando na varanda dos fundos
E sua mãe e seu pai nunca se beijavam
nem mesmo conversavam
E a garota da esquina
usava maquiagem demais
O que fez ele tossir quando a beijou
mas ele a beijou mesmo assim
porque era a coisa certa a fazer
E às três da manhã ele se aninhou na cama
seu pai roncava alto
É por isso que no verso de uma folha de papel pardo
ele tentou outro poema
E o intitulou "Absolutamente Nada"
Porque era o que estava em toda parte
E ele se deu um A
e um corte em cada maldito pulso
E se encostou na porta do banheiro
porque nessa hora ele não pensou
que poderia alcançar a cozinha.
terça-feira, 16 de julho de 2013
LITERATURA
Me lembro que um dos principais motivos para eu gostar de literatura, foi que, na minha infância li um belíssimo poema de uma autor pelo qual tenho muita admiração...
CIDADEZINHA QUALQUER
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar, amor cantar
Um homem vai devagar
Um cachorro vai devagar
Um burro vai devagar
Devagar... as janelas olham
Eita vida besta, meu Deus
Carlos Drummond de Andrade
CIDADEZINHA QUALQUER
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar, amor cantar
Um homem vai devagar
Um cachorro vai devagar
Um burro vai devagar
Devagar... as janelas olham
Eita vida besta, meu Deus
Carlos Drummond de Andrade
UM DOS MEUS AUTORES FAVORITOS...
O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
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